Júlio Preuss

Júlio Preuss
WNews
Como sugerimos, HP muda estratégia para câmeras
Sexta Feira, 09 Novembro, 12h57

Quem acompanha esta coluna e as avaliações do Ponto de Teste sabe que já escrevemos mais de uma vez sobre a posição da HP no mercado de câmeras digitais. Primeiro, quando testamos a R707, primeiro modelo digno da reputação que a marca possui em outros segmentos em que atua. Depois, por ocasião do evento deste ano da Photo Marketing Association (PMA), para comentar a estratégia da empresa para dominar toda a cadeia de valor do mercado fotográfico.

Nesta última ocasião, tivemos a audácia de sugerir à HP que abandonasse a produção de câmeras para se concentrar no que acontece com as fotos depois que são capturadas. O famoso “compartilhamento”, seja ele online, seja impresso. Além disso, a empresa deveria licenciar suas tecnologias digitais – única vantagem de suas câmeras sobre alguns concorrentes – para outros fabricantes. Assim, poderia se dedicar àquilo que tem feito melhor, deixando as câmeras em si para marcas com mais tradição no assunto.

Pois qual não foi a nossa surpresa ao ler o comunicado que a empresa distribuiu esta semana à imprensa internacional (em inglês): HP buscará novo modelo de negócio para câmeras. Não é exatamente o que recomendamos, mas eles estão, de fato, tirando um dos pés do mercado de câmeras digitais. O anúncio diz que estão em busca de um parceiro OEM (Original Equipment Manufacturer) para projetar, fabricar e distribuir câmeras com a marca da HP a partir do primeiro semestre de 2008.

Agora o futuro da empresa neste segmento pode seguir dois rumos: se o parceiro em questão for um fabricante de câmeras com experiência no ramo – idealmente Canon, Fuji, Nikon ou Olympus – as perspectivas são as melhores possíveis. Já se for um OEM genérico da China ou Coréia ou outra marca de eletrônicos sem tradição em fotografia, pode ser o primeiro passo antes de abandonar de vez o segmento.

De um jeito ou de outro, estaremos torcendo para que as conquistas da HP nos tais recursos digitais de suas câmeras mais recentes – redução de olhos vermelhos, “emagrecimento”, molduras e efeitos etc – não se percam com essa mudança de estratégia. Não faria sentido jogar anos de desenvolvimento fora, mas sabe-se lá se o tal OEM conseguirá incorporar essas tecnologias aos novos modelos. Tomara.

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