Qua, 29 Jul - 15h18
Professor aposta no celular como principal personagemPor Bruno Galo
São Paulo, (AE) - Professor da Harvard Business Scholl, Willy Shin falou sobre a ascensão dos netbooks que, nas suas palavras, "são suficientemente bons para uma grande parcela dos consumidores". Shin acompanhou de perto a gênese destes ultraportáteis. Ele pesquisou o projeto OLPC (do famigerado laptop de U$S 100, apontado como embrião dos netbooks) e o desenvolvimento do pioneiro EeePC da Asus.
Grupo Estado - Qual dispositivo você acredita será nosso grande companheiro da era digital?
Willy Shin - O celular é o aparelho eletrônico mais disseminado em todo o mundo. Acredito que conforme ele for adquirindo as funções de um smartphone, e se manter ao mesmo tempo financeiramente atraente, ele irá se tornar a principal plataforma para acesso à rede.
Grupo Estado - Entre smartphones e netbooks, qual leva vantagem nesta briga?
Willy Shin - Eles estão cada vez mais parecidos. Se não fosse pela tela pequena, o iPhone e o Palm Pre seriam vistos como netbooks. Eles são verdadeiros dispositivos para acesso à internet. A maior diferença entre eles, o tamanho da tela, é que torna um mais ou menos atraente. Enquanto isso, os netbooks competem fortemente com os notebooks mais baratos.
Grupo Estado - Quais as principais tendências nesta área dos dispositivos moveis e portáteis?
Willy Shin - A importância crescente das operadoras de telefonia que têm puxado a venda destes dispositivos, inclusive os netbooks, em muitos países é um fator importante. Outra coisa para se ficar de olho são os telefones "Shanzai" (os "ching-ling", como chamamos no Brasil) feitos na China. Eles são muito maiores do que as pessoas perceberam.
Grupo Estado - Ainda há espaço para dispositivos simples para acesso a internet como os primeiros netbooks?
Willy Shin - Acredito que sim. Acho que os primeiros netbooks não foram aproveitados completamente - eles tinham potencial para criar uma nova linha de computadores que rompesse de fato com o estabelecido. Os equipamentos baseados em chips ARM, que devem ser lançados este ano, principalmente os em parceria com a empresas chinesas, têm esse potencial.