Qua, 29 Jul - 15h06
Aparelhos móveis pedem bom senso na hora do usoPor Bruno Galo e Filipe Serrano
São Paulo, (AE) - "No começo era meio estranho, os professores olhavam torto", lembra o estudante Danilo Braga, que havia acabado de ganhar um netbook. "Mas com o tempo, o estranhamento inicial passou, outros colegas da minha sala também aderiram ao netbook e a faculdade se adaptou. Eles liberaram o acesso ao Wi-Fi e aumentaram o seu alcance", garante.
Situações como a vivida por Braga tendem a se tornar cada vez mais raras com o passar do tempo. Afinal, com a sua massiva disseminação, os dispositivos móveis não devem causar mais tanto estranhamento. Mesmo assim, quando esse estágio for alcançado, o bom senso na hora do uso vai continuar sendo essencial.
Não é raro, vermos pessoas muitas vezes acompanhadas, em bares ou restaurantes, que fazem uso do smartphone e parecem "esquecer" da companhia. Isso, para não falar do seu uso indiscriminado no ambiente de trabalho, muitas vezes inclusive durante reuniões.
Pensando nisso, o financista paulista Paulo Martins Reis configurou um modo chamado "Reunião" em seu celular. Assim, o aparelho automaticamente bloqueia o toque em caso de alguma ligação, muda o status nos serviços de mensagens instantâneas, como o MSN, e ainda responde algum e-mail de última hora informando que ele está ocupado.
"Entendo que você tem que saber se policiar. É horrível quando alguém fica mexendo no smartphone durante algum encontro ou reunião, parece que a pessoa está jogando videogame. Na minha opinião, é mais pra se mostrar, aparecer", avalia Reis.
O "exibicionismo" citado por Reis é comum entre muitos usuários e também deve ser evitado. O negócio é não exagerar na dose e somente fazer uso dos aparelhos em situações como as descritas quando for de fato muito necessário.