Qui, 28 Mai - 17h22
Portátil, poderia ser carregado e utilizado por soldados sem conhecimento tecnológico específico
Por Stella Dauer
Nas guerras de hoje não são apenas armas de fogo que devem ser carregadas pelos soldados. É preciso também ter a habilidade de entrar em sistemas digitais estratégicos do inimigo, desabilitando itens cruciais. Pensando nisso, o Departamento de Defesa americano desenvolveu um aparelho capaz de hackear sistemas de forma fácil, com tamanho suficiente para ser levado a tiracolo.
Em seus recentes confrontos em locais como a Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas e entra a Rússia e a Geórgia, o exército americano percebeu que estratégias de desarmamento tecnológico são importantes armas para se vencer uma batalha. Alguns dos casos vistos nesses conflitos impressionaram até mesmo peritos em TI, noticiou o site Softpedia .
“Os russos conduziram um ciberataque que estava totalmente coordenado com o que as tropas russas estavam fazendo em campo de batalha”, disse um especialista em operações informacionais militares ao site Aviation Week . “Era óbvio que quem conduzia o ciberataque estava falando com aqueles que controlavam as tropas de campo. Eles sabiam onde estavam os peritos, como utilizá-los e como coordená-los”, completou.
Segundo o site Engadget o Departamento de Defesa americano afirmou que o aparelho é capaz de tornar simples o ato de invadir complexos sistemas, apenas com o apertar de alguns botões, tornando possível ataques sofisticados serem realizados por soldados com pouco conhecimento tecnológico.
O aparelho consegue invadir sistemas SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition, algo como Controle de Supervisão e Aquisição de Dados), presentes em grandes complexos como usinas, instalações nucleares, refinarias de óleo, satélites de comunicação e similares. Com uma ferramenta dessa em mãos, um único soldado pode mudar o rumo de um combate, deixando o inimigo desarmado e sem energia.
O Departamento de Defesa americano não divulgou mais detalhes do aparelho por questões de segurança, mas especula-se que ele possa mapear nós em redes sem fio e provocar seu desligamento, para depois assistí-los voltar ao ar e identificar seus pontos fracos. O ataque então poderia ser personalizado, bastando apenas alguns comandos em uma tela de toque.
Entre esses comandos estariam decisões como velocidade, danos colaterais e invisibilidade do ataque. Cada local atacado pede um tipo de ataque e, dependendo das condições em que se encontram os soldados, não ser percebido é também essencial. As invasões também poderiam servir para roubar planos e mapas de alvos dos inimigos.
O site Softpedia também informa que as técnicas de ataque que serão utilizadas são baseadas tanto em projetos de código aberto, como Aircrack-ng e MadWifi, como também de códigos proprietários.
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