Sex, 26 Set - 16h27
Att, Srs Assinantes, Na nota transmitida às 16h03 há uma incorreção. A captação mencionada no primeiro parágrafo é de R$ 2 bilhões e não de US$ 2 bilhões, conforme enunciado anteriormente. Segue a íntegra da nota corrigida:
Rio, 26 - A crise cambial não preocupa o Grupo Oi, que formata o funding para a efetivação da compra da Brasil Telecom, operação que deverá representar desembolso de R$ 13 bilhões. O presidente da empresa, Luiz Eduardo Falco, explicou que foi a crise de liquidez do mercado - e não o dólar - que motivou o cancelamento de um projeto de captação de cerca de R$ 2 bilhões em financiamento de longo prazo, que será substituído por um financiamento de curto prazo.
"Estamos passando ao largo da crise de câmbio. No nosso caso específico, a exposição da empresa em dólar é muito pouca, inexpressiva, diferentemente de empresas com receita em dólar", disse o executivo. Ele lembra que o grupo Oi estava preparando uma terceira operação financeira de formação de funding na semana em que estourou a crise, com a quebra do Lehman Brothers. "A liquidez secou e desistimos do financiamento com prazo de 30 anos que estávamos formatando. Teremos de fazer no curto prazo, de cinco ou seis anos. Lógico que preferiríamos o longo prazo, mas isso não chega a ser um problema" disse ele.
Segundo Falco, o dólar, que vem movimentando negativamente o mercado, "mexe muito pouco" com a Oi. "Para nós o impacto não é imediato. Pode ocorrer algo no longo prazo, porque compramos equipamentos importados e o custo em dólar deve aumentar. A capacidade de investimento pode diminuir um pouco. Mas, não dá nem para comparar com o que algumas empresas estão perdendo", afirmou. A operação cancelada seria a última linha de lançamento de bonds para obtenção de recursos no mercado externo no processo de compra da BrT.
Para a aquisição, a Oi conseguiu empréstimo de R$ 4,3 bilhões com o Banco do Brasil (BB) e outros R$ 3,6 bilhões em notas. Dos cerca de R$ 13 bilhões que a Oi deverá desembolsar, valor que inclui a aquisição do controle da companhia e as ofertas, voluntária e obrigatória, para compra de ações dos minoritários, R$ 11 bilhões seriam levantados no mercado.