No início da era digital, havia o microcomputador - um bicho estranho, limitado e difícil de usar. Aí, Steve Jobs disse: faça-se a luz! O Macintosh, em 1984, deu início à era do computador pessoal - com mouse, ícones e menus na tela, ou seja, que gente comum conseguia (e queria) usar. Muito tempo depois, nos anos 90, surgia o toca-MP3: cujas primeiras encarnações, adivinhe só, eram uma droga.
Mais uma vez, o criador da Apple usou seus superpoderes e deu à luz um produto mágico - o iPod, que virou um ícone de desejo e transformou a maneira de ouvir música.
Mas e agora, em 2007? E agora prepare-se. Na próxima sexta-feira, chega às lojas dos Estados Unidos o mítico iPhone - com o qual a Apple pretende, desta vez, revolucionar o mundo dos celulares. É um desafio gigantesco - afinal, o celular é o aparelho digital mais bem-sucedido da história. Mais de 1 bilhão de pessoas já têm o seu.
Mas o iPhone parece preparado para conquistar os corações, as mentes e o bolso dessa gente. Sabe por quê? Além de fazer ligações, ele navega na internet, tira fotos, roda músicas e vídeos. Mas peraí... já existem diversos celulares que fazem tudo isso. Qual a diferença?
Como você vai sentir vendo o iPhone em ação - veja na página 8 e confira no site do Link uma galeria especial com vídeos -, ele é simplesmente arrebatador. Mistura design belíssimo, tecnologias inéditas, recursos exclusivos e, acima de tudo, uma facilidade de uso jamais vista (afinal, hoje em dia quem é que consegue usar todos os recursos do celular?).
O iPhone é tão avançado, mas tão avançado, que nos Estados Unidos já ganhou um apelido: "Jesus phone". Steve Jobs não é Deus. Mas o iPhone realmente chega a parecer uma obra digital divina.
E o motivo é simples: ao contrário dos celulares comuns, ele não tem botões. Ou melhor, tem alguns - para você ligar o bicho, ajustar o volume ou ativar o modo silencioso. Mas, fora isso, tudo é feito na própria tela, que é sensível ao toque.
Ao contrário dos atuais smartphones (celulares topo de linha, com funções de palmtop), o iPhone não tem teclado, nem aquela "canetinha" para clicar nos ícones. Você faz tudo usando os dedos.
O aparelho se ajusta sozinho à luminosidade do ambiente, e também sabe se está na horizontal ou na vertical - e aí adapta automaticamente seus controles. Quando você encosta o aparelho ao rosto, para falar, o iPhone percebe - e desliga a tela pra economizar bateria.
Genial, não? Mas tem mais: o iPhone também toca músicas e vídeos. E acessa a internet usando um navegador revolucionário, que adapta os sites para a telinha do aparelho.
Tudo muito bom. Mas vale a pena trocar o seu celular atual? Afinal, boa parte das pessoas não precisa de um telefone tão sofisticado. Mas e quem gosta de tecnologia, pode viver sem o iPhone? Quando ele vai chegar ao Brasil, e quanto vai custar? Quais os pontos fracos (que, sim, existem)? E as atuais gigantes da telefonia, o que estão preparando para responder?
Nesta edição, saiba as respostas pra tudo isso - e veja, tintim por tintim, tudo o que o iPhone traz de novo. Sem exagero, o iPhone é revolucionário. Certamente vai mudar o mercado, e pode mudar o jeito de usar celular. A nova era vai começar. As informações são do O Estado de S. Paulo/Link