
Por Niclas Mika
LEIPZIG, Alemanha (Reuters) - Enquanto a Sony disputa com a Microsoft sobre qual console de videogames dominará o setor, o PlayStation 2, com sete anos de presença no mercado, ainda tem muita lenha para queimar.
A companhia japonesa vendeu mais de 100 milhões de PS2 no mundo todo desde o lançamento do aparelho em 2000. E agora que o PlayStation 2 teve uma queda tão grande no preço, ele ficou muito barato para pessoas na Europa Ocidental ou na América do Norte o comprarem por impulso. Sem falar que ficou acessível o bastante para consumidores em mercados emergentes como a Europa Oriental, informou a Sony.
As vendas do PS2 ainda são fortes e no segundo trimestre superaram os números da nova versão da máquina, o PlayStation 3, em uma proporção de quatro para um.
"Estamos aplicando recursos no PS2... Estamos encorajando terceiros a continuarem o desenvolvimento do PS2", disse à Reuters, David Reeves, chefe da unidade de jogos da Sony na Europa, durante a Leipzig Games Convention.
"Ainda há muito dinheiro. O que aconteceu na última vez com o PS1 é que eles deixaram muito dinheiro na mesa ao fazer a transição muito rapidamente", disse ele.
Reeves disse esperar que o desenvolvimento de jogos para o PlayStation 2 continue por mais três ou quatro anos. Outros executivos do setor foram mais cautelosos, com estimativas de dois a três anos.
Apesar de uma base instalada sólida, o retorno econômico de fazer um jogo para o PlayStation 2 é menos promissor do que pode parecer, disse Yves Guillemot, presidente-executivo da produtora francesa de games Ubisoft .
"O problema é que você tem várias máquinas no mercado, mas muito rapidamente os preços de varejo caem, então as margens de lucro caem", disse ele.
Reeves, da Sony, disse que há uma tendência entre produtoras de terceirizarem o desenvolvimento de versões para o PS2 de jogos criados para consoles de nova geração. "Você pode abrir uma companhia agora e nos próximos cinco anos você pode se tornar um bilionário apenas desenvolvendo para PS2."
(Reportagem adicional de Christiaan Hetzner)