Qua, 21 Jan - 16h31
Número de leitores caiu, e uma em cada três crianças de oito anos já possuem seu próprio celular
Por Stella Dauer
As crianças não sabem mais viver sem algum tipo de tela à sua frente, seja ela de televisão, de vídeo game ou de computador. Um estudo britânico mostra que essa necessidade pode levar até 6 horas diárias de seu tempo.
De acordo com o site Digital Trends a pesquisa foi feita pela empresa de markeitng Childwise e surpreendeu ao revelar que um terço das crianças entrevistadas não poderia viver sem seu computador.
A pesquisa, feita com jovens entre 5 e 16 anos no Reino Unido, também mostrou que garotas preferem conversar em bate-papos e chats à noite, e que jovens usam seus computadores mais para se socializarem do que para fazer o dever de casa. A maior parte dos entrevistados utiliza a internet por 1.7 horas por dia, seus consoles de vídeo game por 1.5 hora e assistem à televisão por 2.7 horas diárias.
Os números também revelam dados sobre celulares. Segundo a pesquisa, uma em cada três crianças de oito anos possui celular e quase todos os jovens de treze a dezesseis anos já são donos de seus aparelhos móveis.
Um em cada seis ficam mais de três horas na rede, e 62% desses jovens possuem cadastro em alguma rede social. Além disso, 30% é dono de pelo menos um blog, noticiou o site Guardian . Entretanto, o número de crianças que leem por prazer caiu de 84% e 2006 para 74% neste ano.
Os jovens pesquisados pertencem a uma classificação que está sendo chamada pelos sociólogos de Geração da Internet ou “Geração Y”. Segundo a Wikipédia ( tinyurl.com/9jhcs3 ), esse conceito sociológico reza que, nos países desenvolvidos e especialmente no Ocidente, as pessoas nascidas após 1980 não conheceram períodos de depressão ou guerras e viveram em meio a avanços tecnológicos e prosperidade econômica.
Uma das características dessa geração é a desenvoltura tecnológica, cujo exemplo mais conhecido é a utilização de aparelhos de telefonia celular para muitas outras finalidades além de ligações telefônicas – coisa que usuários de gerações anteriores não fazem.
“Está claro que muitas crianças são fluentes em comunicação, mas não do jeito convencional. Elas não são leitoras, são reféns dos corretores automáticos. É difícil para as gerações anteriores entender o que está acontecendo com suas crianças porque eles se comunicam de um jeito completamente diferente”, disse Rosemary Duff, diretora de pesquisa do Childwise.
Magnet / Geek Central