Ter, 15 Jul - 20h38
O processo de compra da Brasil Telecom pela Oi já se fez sentir no balanço do segundo trimestre de 2008 da BrT. O Ebitda da concessionária ficou em R$ 1,131 bilhão, com 16,4% de alta sobre intervalo equivalente de 2007, mas excluindo itens extraordinários referentes à operação, o Ebitda ajustado cai para R$ 987 milhões, ante um valor recorrente de R$ 952 milhões em igual período de 2007. Os itens não recorrentes foram de R$ 144,9 milhões. A margem Ebitda, que ficou em 40,1% no balanço, teria sido de 35,00% ajustada.
O acordo de encerramento de litígios fechado com a Oi - que exigiu o fim das brigas judiciais entre acionistas da Brasil Telecom para prosseguir com a oferta de compra da BrT - influenciou o balanço da concessionária neste trimestre.
Para renunciar às brigas com o Opportunity, a Brasil Telecom recebeu do grupo Oi R$ 175,7 milhões. Com a entrada desses recursos, a linha do balanço "outros custos e despesas operacionais" exibiu R$ 6,3 milhões, baixa de 91,4% sobre o segundo trimestre do ano passado. Por outro lado, a BrT precisou pagar R$ 16,3 milhões em impostos incidentes sobre o valor do acordo e mais R$ 14,5 milhões em assessoria jurídica.
No total, os custos e despesas operacionais consolidados atingiram R$ 2,22 bilhões no segundo trimestre, baixa de 7,3% sobre igual período de 2007. Justificam este movimento a redução de R$ 96,4 milhões em depreciação e amortização, de R$ 33,6 milhões em provisões e perdas, de R$ 28 milhões em serviços de terceiros e de R$ 66,4 milhões lançados como outras despesas.
Por outro lado, houve compensação parcial pelo aumento de R$ 62,8 milhões em custos e despesas com pessoal. O grupo Brasil Telecom terminou o mês de abril com um quadro de 17.828 colaboradores, um aumento de 203,8% em relação ao segundo trimestre de 2007. Esse avanço se deu pela internalização do call center da operadora em dezembro de 2007 e do serviço de atendimento do Internet Group (iG). Dessa forma, os custos e despesas com pessoal atingiram R$ 219,0 milhões, representando um acréscimo de 40,2%.
"Desconsiderando os efeitos dos itens não-recorrentes ocorridos no trimestre, os custos e despesas operacionais teriam permanecido praticamente estáveis em comparação com o segundo trimestre de 2007, em contrapartida ao aumento de 5,2% na receita bruta no mesmo período", segundo informou o balanço.