O advogado Arthur Badin, atual procurador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), nome indicado pelo Ministério da Justiça para o cargo de presidente do Cade trabalha no governo Lula desde 2003. Antes de ocupar a procuradoria, foi chefe de gabinete do ex-titular da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, Daniel Goldberg, que deixou o cargo no final de 2006.
À frente da procuradoria desde o final de 2005, Badin protagonizou episódios de repercussão para o Cade como a disputa judicial iniciada pela mineradora Vale para derrubar uma decisão do conselho que impôs a ela escolher entre abrir mão da preferência de compra do minério produzido pela mina "Casa de Pedra", da concorrente Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), ou vender uma mineradora independente, a Ferteco. A imposição foi feita em agosto de 2005 ao final do julgamento pelo Cade de compras de mineradoras pela Vale e o descruzamento de participações entre a mineradora e a CSN.
Após pouco mais de dois anos de muitas liminares e decisões judiciais de várias instâncias, em janeiro deste ano, a Vale perdeu a briga no Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador Arthur Badin multou a mineradora em mais de R$ 30 milhões, por descumprimento da decisão do conselho por mais de dois anos, e inscreveu a companhia na dívida ativa da União. A Vale ainda recorre na justiça contra a punição.