Seg, 11 Mai - 19h18
A operadora de call center Contax - que tem entre seus principais acionistas dois dos sócios da Oi, os grupos La Fonte e Andrade Gutierrez - vai abrir uma unidade em Brasília que deve gerar cerca de 10 mil postos de trabalho. A iniciativa, de acordo com uma fonte ligada ao projeto, tem por objetivo compensar os cortes de pessoal que foram realizados e que poderão ser feitos nos próximos meses por conta da aquisição da Brasil Telecom pela Oi. "Foi feito um acordo de cavalheiros com o governo local. Houve corte de pessoal e ainda há a questão do destino que a Oi dará ao call center da Brasil Telecom", afirma. Hoje, os serviços de call center da Oi são prestados pela Contax.
De acordo com a fonte, parte do call center da operadora brasiliense, que tem uma das suas maiores unidades em Goiânia, poderia ser absorvido pela nova unidade, mas a intenção é prospectar novos clientes. "Isso não deve ser uma tarefa difícil porque, apesar da crise, o mercado de call center está aquecido", acrescenta. A nova unidade marcaria o retorno da Contax a Brasília, onde a empresa chegou a operar, mas por pouco tempo.
A expectativa é de que a unidade entre em operação no final deste ano, muito provavelmente dentro das atuais instalações da Brasil Telecom. O investimento no negócio é considerado pequeno e não ultrapassaria, por exemplo, os R$ 150 milhões que estão sendo investidos pela empresa em uma unidade em Recife (PE), que será inaugurada em setembro. No Nordeste, boa parte dos gastos foi feita com a construção de um prédio, o que já não seria necessário em Brasília.
Procurada, a Contax afirmou que "ainda não há qualquer projeto para uma nova unidade em Brasília". A questão trabalhistas tem sido um dos pontos mais debatidos na operação de compra da Brasil Telecom. A Oi se comprometeu a manter, por dois anos, o nível de emprego que as duas companhias tinham na ocasião da compra. Um programa de demissão voluntária e de reestruturação foi posto em prática a partir de janeiro e cerca de 900 trabalhadores foram dispensados. A maior parte deles ocupava cargos de gerência.