Ter, 19 Ago - 16h36
Por Gislaine Ceregatti
Segundo o Cnet, o banco HSBC, que se auto-intitula "o banco local do mundo", estaria considerando adotar o iPhone como o aparelho celular corporativo padrão. Com cerca de 300 mil trabalhadores "internacionais", a compra seria uma das maiores encomendas já realizadas do produto.
Brenton Hush, CEO da companhia para a região da Austrália e Nova Zelândia, afirma que a troca afetaria cerca de 200.000 funcionários e obviamente há um certo risco em fazê-lo, contudo a empresa "sempre explora a capacidade de novas tecnologias, e com o iPhone não será diferente", diz Hush.
Já outras grandes empresas mantêm um pé atrás sobre o assunto, devido especialmente a inadequações à política de e-mails e à segurança, o que não acontece com o BlackBerry, comentou o AppleInsider. O HSBC afirma não ver as coisas dessa forma.
A mudança também deve afetar a fabricante do atual aparelho celular corporativo padrão, a Research In Motion.
Enquanto isso, o blog da revista Wired vai mais longe analisando um efeito colateral que a adoção do produto da Apple poderia trazer: um "aumento" na utilização de computadores Mac nos escritórios da empresa. O fato não se deve à compatibilidade, mas segundo análise do site, com o "fracasso" do Windows Vista e a atitude cada vez mais comum das empresas de fazer downgrade das estações para o Windows XP, na próxima troca de equipamentos os diretores de TI poderiam levar em consideração a aquisição de computadores Apple.
Com a superação dos dois principais obstáculos que frearam a atitude de algumas empresas em migrar de aparelho - a saber, a falta de suporte ao Microsoft Exchange e a baixa disponibilidade nas lojas -, parece que as corporações voltam a estudar a troca. Neste sentido, o Mactopolis afirma que a adoção do iPhone beneficiará o movimento e pressionará a Apple para desenvolver mais soluções para serem utilizadas com o celular
Os boatos não possuem confirmação até o fechamento desta nota. Contudo, a extensão australiana do HSBC aplica US$ 6 bilhões em tecnologia por ano, portanto não seria de causar espanto caso a empresa venha mesmo a efetuar a migração.