Yahoo! Tecnologia - Notícias

Fusão une sete empresas brasileiras de software - Yahoo! Tecnologia

NOTÍCIAS

Adicionar ao Meu Yahoo! RSS

Fusão une sete empresas brasileiras de software

Sex, 07 Mar - 03h37 A consolidação que há tempos está em curso no mercado brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) ganha contornos mais fortes. Sete empresas decidiram unir suas operações para explorar sinergias, ganhar escala e conquistar oportunidades nas áreas de serviços e software para gestão de TI nas corporações. O resultado dessa integração é a Virtus, que herda mil clientes e 800 funcionários das empresas Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionnaire e Volans.

O faturamento somado das empresas, no ano passado, ficou em cerca de R$ 80 milhões. Pode não parecer muito, mas é bastante para uma empresa brasileira de software que não atua no mercado de sistemas de gestão empresarial (ERP, na sigla em inglês). "Poucas conseguem faturar mais de R$ 20 milhões", disse André Fonseca, presidente da Virtus. O mercado em que a empresa atua, segundo o executivo, movimenta cerca de R$ 1 bilhão.

A fusão está sendo costurada pelo banco Fator, que também desenha o modelo de governança corporativa. A integração, no entanto, não acaba por aqui. Antes de fechar o formato do conselho de administração, a Virtus quer agregar outros parceiros à sua estrutura. Segundo Fonseca, há negociações avançadas para que outras três empresas entrem no grupo. Dentre as áreas de interesse da Virtus estão segurança, gestão de infra-estrutura de TV digital, cabeamento e análise de qualidade de software.

A união de forças se tornou uma necessidade no mercado de tecnologia, formado por uma miríade de pequenas empresas com atuação segmentada. Para ganhar músculos e se destacar em um setor tão pulverizado, empresas como Totvs, Tivit, CPM Braxis, Bematech e Datasul protagonizaram nos últimos anos fusões e aquisições no mercado brasileiro.

Ao "juntar as peças de um quebra-cabeça", Fonseca diz querer tirar proveito do "tremendo potencial da venda cruzada". Mas a Virtus terá de enfrentar gigantes multinacionais que atuam no mercado de gestão de TI, como IBM, HP e Computer Associates. Ainda assim, Fonseca está confiante de que há um grande mercado para se explorar, com potencial de alcançar no Brasil 17 mil médias e grandes empresas.

A decisão de fundir as operações de sete empresas precedeu a elaboração de um plano de investimento. A Virtus diz que pode usar recursos do caixa para financiar o processo de integração. Contudo, os investidores privados da empresa - Intel Capital, IdeiasNet e SPTec - estudam uma nova rodada de investimentos para capitalizar a companhia. E outros fundos de capital de risco poderão participar. A abertura de capital é vista como uma porta de saída, mas isso bem mais à frente. Mesmo porque cada sócio da Virtus precisa cumprir um prazo de permanência na empresa de, no mínimo, dois anos.

Ao mesmo tempo em que destaca a necessidade de unir forças para gerar escala, os executivos da Virtus descartam demissões para solucionar a sobreposição de cargos. Fonseca reconhece que na nova empresa haverá funções duplicadas. Nota, porém, que a idéia é "realocar funções", já que a Virtus precisará de farta mão-de-obra para aproveitar o potencial do mercado. "Não se trata de um projeto de sobrevivência, e sim de crescimento." As informações são do O Estado de S. Paulo

Copyright © 2008 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade | Termos de Serviço | Central de Segurança | Ajuda