Qui, 31 Ago - 00h16De acordo com Ziller, que é relator do assunto na Anatel, a portabilidade é um dos mecanismos com que a agência conta para estimular a competição no setor de telefonia.
Dados da Agência Nacional de Telecomunicações mostram que as grandes concessionárias que vieram do sistema Telebrás dominam 93% do mercado de telefonia fixa, enquanto as novas empresas não conseguem romper a barreira dos 7%.
Na avaliação da agência, uma das grandes dificuldades das novas empresas para atrair clientes é o fato de que muitos usuários não querem mudar de número de telefone.
"Com a portabilidade, não é só mais competição. Tem a expectativa também de baixar preço, de melhorar a qualidade e o atendimento ao usuário", afirmou Ziller. "O que vai atrair ou reter o cliente será a qualidade dos serviços."
Conforme as regras propostas pela Anatel, que ficarão em consulta pública de 4 de setembro até 9 de outubro, a portabilidade poderá se dar somente na mesma modalidade de serviço, entre operadoras de telefonia celular ou entre empresas de telefonia fixa.
No caso da telefonia fixa, se mudar de operadora o cliente poderá preservar o número somente se permanecer morando no mesmo município.
O cliente não poderá, por exemplo, levar o número de São Paulo para o Rio de Janeiro. Nos celulares, a portabilidade poderá ser aplicada nas cidades que tenham o mesmo código de área (DDD - Discagem Direta a Distância).
O usuário poderá pedir para levar seu número "a qualquer tempo" e poderá mudar de operadora quantas vezes quiser.
Para ter a portabilidade, o usuário terá de pagar uma taxa para a nova operadora e a prestadora que cedeu o cliente não terá direito a nenhuma remuneração.
O valor da taxa terá de ser fixado pela Anatel. Ziller citou o exemplo da Inglaterra, onde se cobram cerca de R$ 3 pela portabilidade. As informações são de O Estado de S. Paulo