Qua, 04 Nov - 17h00
O procurador-geral de Nova York, Andrew Cuomo, apresentou acusações antitruste nesta quarta-feira contra a Intel. Cuomo alegou que a companhia ameaçou os fabricantes de computadores e pagou grandes quantias ilegalmente para impedi-los de usar microprocessadores de concorrentes.
O procurador-geral sustenta que a Intel, sediada na Califórnia, violou leis federais e estaduais antitruste, segundo um comunicado divulgado nesta quarta-feira.
O processo afirma que, durante vários anos, a Intel buscou manter o domínio no mercado de microprocessadores de computadores pagando bilhões de dólares a fabricantes de computadores, maquiando-os como "descontos". O caso também sustenta que a Intel ameaçou esses fabricantes - incluindo a Hewlett-Packard, a IBM e a Dell - com represálias, caso eles vendessem produtos com microprocessadores feitos pela concorrência.
O escritório de Cuomo iniciou sua investigação sobre as práticas da Intel em janeiro de 2008. A empresa é investigada por possível violações de leis antitruste em vários continentes. Recentemente, a companhia apelou de acusações da União Europeia que resultaram em uma multa de 1,06 bilhão de euros (US$ 1,56 bilhão). O principal competidor da Intel, a Advanced Micro Devices (AMD), também processa a empresa na esfera privada.
A Intel se envolveu em uma "campanha mundial, sistemática de conduta ilegal", afirmou Cuomo no comunicado. "Ao invés de competir de modo justo, a Intel usou a propina e a coerção para manter o controle total do mercado."
O processo foi apresentado na Corte Federal de Delaware. Cuomo notou, por exemplo, que alguns dos pagamentos da Intel eram tão grandes que chegaram a fazer a diferença entre o prejuízo ou o lucro de uma empresa em determinado período. Em 2006, por exemplo, a Intel teria pago US$ 2 bilhões à Dell. O pacote de "descontos" foi tão grande que superou a própria previsão total de renda da Dell, afirmou o comunicado.
"Nós discordamos do procurador-geral de Nova York", afirmou um porta-voz da Intel. Ele disse que a empresa se defenderá nos tribunais.
As informações são da Dow Jones.