Qua, 04 Mar - 21h10
Promotoria encerra seus argumentos pedindo um ano de prisão para cada um dos quatro réus.
Por Rodrigo Martin de Macedo
A promotoria que procura levar à condenação dos quatro réus responsáveis pelo The Pirate Bay, acusados de facilitar a pirataria de filmes, jogos e música, quer que cada um deles passe um ano atrás das grades por manter o site.
De acordo com o site The Register , Håkan Roswall acusa o quarteto de lucrar cerca de 10 milhões de coroas suecas por ano, o equivalente a US$ 1,1 milhão, o que colocaria o site em outro patamar, longe de um “hobby”, como foi colocado pela defesa.
Colocando mais peso na acusação, Roswall comparou Peter Sunde, Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg e Carl Lundström a cúmplices por roubo sob a lei sueca. “A pessoa que segura um casaco de outra enquanto esta rouba alguém é cúmplice no crime”, exemplificou a acusação.
Roswall afirma que as estimativas são bastante baixas e concernem apenas 33 obras, entre álbuns, filmes e jogos de computador. “Os lucros são muito maiores que estes”, acusou acrescentando que o Pirate Bay não está fazendo caridade, mas sim negócios.
Com o pedido de prisão, que equivale à metade do tempo máximo proposto sob a lei sueca para crimes de infração de copyright, a promotoria encerrou seus argumentos.
Para Warg, as acusações de Roswall a respeito de lucro são “completamente absurdas” e “fora da realidade”. O réu declarou surpresa pela acusação querer uma sentença de apenas um ano contra cada réu.
Peter Danowsky, da Federação Internacional da Indústria Fonográfica ( IFPI ), comentou que o caso não é a respeito do compartilhamento de arquivos, mas sim “como as atividades do The Pirate Bay violaram leis aplicáveis e quais devem ser as conseqüências legais”.
Hoje 4 de março, está previsto o encerramento do caso, cabendo recurso que pode levar o julgamento por cinco anos. Caso condenados, os réus podem ser obrigados a pagar até US$ 12,7 milhões por danos e passar dois anos na cadeia, noticiou o site VNUNet .
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