Seg, 29 Jun - 11h58
O Museu de História Geológica do Rio Grande do Sul, na cidade de São Leopoldo (RS), ganhará um protótipo de Realidade Aumentada (RA) desenvolvido por formandos de Comunicação Digital da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) em parceria com alunos do curso de Jogos Digitais.
Chamado de Projeto Wally, o protótipo consiste numa representação animada e em três dimensões (3D) do Mesosaurus brasiliensis - um réptil marinho pré-histórico cujos fósseis se encontram principalmente na África e América do Sul.
Com a novidade, os visitantes do museu poderão obter imagens animadas em 3D do réptil, bem como novas imagens, vídeos e textos com informações adicionais ao apontar seus celulares para o protótipo. A criação do objeto está sendo feita com base nas informações fornecidas pela equipe do curso de Geologia.
A tecnologia de RA permite adicionar novas camadas de informação à realidade, explica Daniel Bittencourt, coordenador da graduação em Comunicação Digital da Unisinos. Em outras palavras, segundo ele, significa misturar elementos do mundo real com o virtual, tudo em tempo real. Para entender melhor o que seria a Realidade Aumentada, assista a alguns vídeos no YouTube com demonstrações.
Normalmente, a realidade é "expandida" com o uso de webcams. O Wally, porém, investiu em uma versão móvel, que vai explorar uma solução voltada para os celulares. Por enquanto a ferramenta só será compatível com smartphones da fabricante finlandesa Nokia, que rodam o sistema operacional Symbian.
A RA foi desenvolvida para uso militar, proporcionando aos soldados novas camadas de informação, como conhecer a planta baixa de um prédio ao entrar nele. Para acessá-las, o usuário deve confrontar sua webcam, ou seu dispositivo móvel, com a marca na realidade, em geral uma figura geométrica. Tal marca é reconhecida pelo dispositivo, anteriormente programado, como ponto no qual vai ser sobreposta uma nova camada de informação - a animação do réptil em 3D, por exemplo.