Ter, 26 Mai - 10h19
Em Bionic Commando o herói de dreads Nathan Spencer vigia Ascension City, balançando de um prédio a outro com seu braço biônico por cenários deslumbrantes, muita ação e controles simples.
Os tempos estão difíceis no mundo de Spencer. Uma explosão transformou a atmosfera estável em uma confusão de asfalto irregular e desafios. Para a felicidade dos jogadores, o herói, que parece uma versão andróide e com dreads do Homem Aranha, salta de edifícios enormes e utiliza seu braço para se deslocar com velocidade e adrenalina, dando bastante movimento ao game.
Cada território pode ser explorado de maneira acrobática e divertida, com belos efeitos para água, radiação e minas. Alguns momentos de lentidão de frames e checkpoints nada estratégicos, além de vários loadings entre cenários, podem frustrar alguns jogadores.
Mas há muito mais em Bionic Commando do que belas acrobacias. Um grande número de vilões vai tentar acabar com a felicidade acrobática de Spencer.
A sorte parece estar ao lado dos jogadores não muito habilidosos, já que a maioria dos inimigos irá correr e atirar em sua direção sem muita destreza, aguardando a morte certa.
Os Grunts só são desafiadores quando surgem em bando; os voadores Polycraft não parecem perseguir o jogador por esquinas. Os mais durões, as armaduras Biomech, são facilmente eliminadas depois de se reconhecer algum de seus comportamentos padrão, que se limitam a três variantes. Até mesmo as batalhas contra chefes se resumem a reconhecimentos de padrão e em explorar o ambiente.
Mas a mesmice dos oponentes é compensada pelas inúmeras maneiras com que eles podem ser enviados ao espaço, além de escutar a animação de Mike Patton (a voz de Faith No More que dubla Nathan Spencer) quando um movimento interessante é executado.
Na guerra contra os inimigos, vale saltar de grandes altitudes contra multidões, lançar carros a longas distâncias, esmagar vilões como tomates, atirar grandes detritos ou ainda confiar em alguma das armas com nomes pomposos, como a HIKER shotgun ou o Bulldog lançador de granadas.
Para adicionar tempero à mistura, o Bionic Commando possui cenas com estradas desintegrando aqui, cobras gigantes surgindo ali e até uma sequência de salto entre um avião e outro, o que deixaria qualquer estúdio de Hollywood com inveja.
Entretanto, as grandes e repetidas doses de adrenalina são inconsistentes, o que tira o lugar do game entre os clássicos. Em qualquer grande batalha há um inexplicável e quase interminável caminho a ser explorado, com textos desnecessários e muitas telas de load.
O modo multiplayer é morno, com membros biônicos potentes. Os níveis se transformam em um zoológico habitado por aranhas mecânicas gigantes e multicoloridas. Os modos de jogo se resumem a vanilla deathmatch, team deathmatch e capture-the-flag (roubar bandeira).
O Bionic Commando não desenvolveu suas ideias ou voou tão alto quanto deveria, mas o título pode garantir boas horas de diversão no PS3 e Xbox 360.