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Dicas para comprar computador no exterior

Qui, 24 Abr - 13h08

O principal argumento dos consumidores para adquirir computadores no exterior é a diferença de preço bem mais em conta que os praticados no Brasil para venda desses produtos. Os notebooks estão entre os que mais atraem os usuários brasileiros quando eles viajam para fora do País.

“No caso de notebooks high end a diferença de preço é realmente considerável”, afirma Ivair Rodrigues, diretor IT Data, consultoria especializada no mercado de informática. O consultor explica que para produtos importados a carga tributária pode chegar a 70% sobre o valor do item no Brasil. “Um computador que custa R$ 1 mil chegaria a  R$ 1,7 mil”, exemplifica.

O diretor da área de informática da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Hugo Valério, explica que essa conta varia muito de acordo com o tipo de produto. “Computadores abaixo de R$ 4 mil fabricados no Brasil entram na faixa de exoneração de impostos, logo, têm preços bem competitivos com os similares que existem lá fora”.

Geralmente as pessoas buscam em outros países produtos que não há aqui, complementa Rodrigues. “Tanto que 98% das vendas oficiais no País em 2007 foram máquinas produzidas localmente”. O mercado ilegal tem crescido entre os produtos com configurações superiores às oferecidas aqui. Há também uma procura por equipamentos que não são fabricado no País e dos com baixa produção. 

Riscos de comprar lá fora

Mesmo tendo uma diferença de preço considerável, comprar um computador no exterior pode ser arriscado. Principalmente, se o produto não for fabricado no Brasil, alerta Valério. “A empresa não é obrigada a oferecer assistência técnica para um item que não foi fabricado no País. Além disso, como ele não tem uma produção local, pode não existir partes e peças para esse modelo”, explica o representante da indústria.

Há ainda o agravante dos computadores importados que entram no País não serem devidamente declarados à Receita Federal. “As empresas não oferecem assistência para essas máquinas simplesmente porque não pode apoiar o descaminho ou contrabando de produtos”, diz Valério.

O executivo informa que alguns produtos são cobertos por uma assistência técnica global, como no caso da linha Apple. Mas o comprador precisa ler o termo de garantia e conversar com o vendedor, além de ter em mão a nota fiscal da compra. “Geralmente a garantia global está vinculada ao local onde o produto foi adquirido”, ressalta ele.

Hoje não é todo mundo que vai para o exterior fazer esse tipo de aquisição, afirma Rodrigues. “Normalmente o perfil de quem compra lá fora é de uma pessoa que conhece bem tecnologia, sabe escolher um produto e se virar caso tenha algum problema. Mas também há os consumidores desinformados que após a compra não conseguem ajuda local”.

Guarde a nota fiscal

A forma mais segura de garantir seus direitos em caso de problemas é ter sempre a nota fiscal, recomenda a Receita Federal. Foi o que aconteceu com Thiago Cassola, arquiteto de informação, que comprou um laptop Apple no exterior.

“Um mês depois da compra, a placa-mãe do computador queimou. Como eu tinha comprado de uma importadora com nota fiscal  recorri à assistência técnica que levou mais de 45 dias para resolver o problema”. O caso de Cassola apesar da demora e da dificuldade em encontrar peças teve um final feliz. “Mas se eu não tivesse nota fiscal teria perdido o micro”.     

Como declarar a importação em viagens

Para quem viajou e comprou o seu micro em outro País e quer declarar terá de pagar 50% de taxa sobre o valor do produto e apresentar a nota fiscal. Ou seja, se o computador custou R$ 2 mil, o proprietário terá de desembolsar mais R$ 1 mil para Receita. Caso a pessoa tente entrar com um item no Brasil sem declarar e for pego sem nota sua compra retida pela Receita.

Produtos que custam até U$ 500 não precisam ser declarados, pois estão no regime de cota do Brasil para viajantes que entram no país via aérea. A cima desse valor, os produtos são considerados uma importação normal cujos tributos podem ser calculados no simulador disponível no site da Receita Federal.

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