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Adeus ao videocassete

Qui, 2 Ago - 04h00

Por Julio Preuss

Você compraria um aparelho de videocassete hoje em dia? A não ser que seja uma pessoa muito conservadora (para não dizer “ultrapassada”), ou tenha uma vasta coleção de filmes em fitas VHS, não há mais razão para isso. Aliás, não é nada fácil comprar um videocassete atualmente: quando este texto foi escrito, não havia um único modelo listado em uma das maiores lojas virtuais brasileiras.

O único problema da substituição dos videocassetes por tocadores de DVD é que, na maioria dos casos, perde-se a capacidade de gravar seus programas favoritos da TV. A não ser, é claro, que se invista em um gravador de DVDs. Estes aparelhos, que até recentemente custavam caro e só eram comprados por aficionados, agora são quase tão acessíveis quanto os DVDs. Na verdade, são até mais baratos que um tocador de DVD de dois anos atrás.

Uma pesquisa na mesma loja virtual mencionada no primeiro parágrafo revela mais de 20 modelos de DVD-Rs, ou DVD Recorders, com preços a partir de R$ 330. Entre eles está o R-130, da Samsung, objeto desta avaliação. Seu preço atual varia entre R$ 350 e R$ 500, mas o exemplar que testamos custou bem menos que isso: veio de brinde na compra de uma TV de LCD. Viu só como gravador de DVD está virando coisa comum?

Design sóbrio e conexões suficientes

Se comparado a um videocassete, o R-130 se mostra extremamente compacto, com seus 5,8 cm de altura, 43 cm de largura e 24 cm de profundidade. O que não quer dizer que não pudesse ser ainda menor – pode ter certeza de que logo veremos gravadores compactos não muito maiores que os DVD players portáteis atuais. O peso do aparelho já diz tudo: com apenas 1,9 kg, fica evidente que há muito espaço vazio lá dentro.

O gravador da Samsung é todo preto, com linhas bastante sóbrias. Um friso prateado no painel frontal traz embutidos o botão liga/desliga, à esquerda e o eject, imediatamente à direita da gaveta do disco, e termina num controle circular onde estão os quatro botões de reprodução: play/pause, stop, avançar e retroceder. À esquerda do círculo, abaixo da linha prateada, mais três botões: dois para alterar o canal e um para gravar. Acima dela, um mostrador de LCD dois mais simples, com caracteres verdes.

Na metade esquerda do aparelho, abaixo do friso prateado, uma tampa tão discreta que quase passou despercebida revela um conjunto de conectores de entrada de áudio e vídeo RCA e um DV/Firewire, para conexão direta de uma câmera de vídeo digital, além do último botão do painel, para acionar o modo progressive scan (que não tinha a menor necessidade de estar escondido pela tampa).

AA economia de botões no próprio aparelho é compensada no controle remoto, que é como as pessoas de fato comandam este tipo de eletrônico. Infelizmente, no caso do gravador da Samsung, a disposição dos botões é um pouco confusa, dificultando a localização rápida daqueles mais usados. Há também quem reclame de não poder comandar a TV a partir do mesmo controle, mas não é nada que um bom controle remoto universal não resolva.

Na traseira do R-130 ficam, naturalmente, os demais conectores de áudio e vídeo. São duas entradas – sendo uma coaxial, para antena, e outra com um par de conectores RCA para o áudio e um terceiro RCA ou um S-Video, para o vídeo. Já em relação às saídas o aparelho é bem mais generoso: uma de vídeo coaxial, áudio digital ótico e coaxial, dois pares de áudio RCA e vídeo RCA, S-Video e componente.

Atenção: gravando!

Assumindo que o aparelho tenha sido conectado corretamente, entre a TV e a antena ou cabo da TV por assinatura, gravar o programa que se está assistindo é relativamente simples. É necessário formatar o disco antes, coisa que o gravador faz sozinho, mas que demora alguns segundos – nada de colocar o disco no exato momento em que a novela está começando, ou você provavelmente deixará de gravar o início do capítulo.

Se a sua intenção for tocar o disco em outros aparelhos de DVD, é fundamental assegurar que o padrão usado seja o DVD-V (de sessão única), e não o DVD-VR (multisessão), já que os DVD players mais antigos não reconhecem este último, além de tomar o cuidado de “finalizar” o disco ao fim da gravação. Já se você só for ver as gravações no próprio R-130 ou num computador também equipado com gravador de DVD, nada disso é essencial. Neste caso, melhor usar o formato multisessão, que permite a edição posterior do conteúdo do disco.

Por falar em formatos, é bom saber que o R-130 lê arquivos em formato MP3 e JPG (músicas e fotos, respectivamente) e vídeos MPEG4, AVI, DIVX com legendas em diversos padrões. A gravação é em padrão MPEG-II com áudio Dolby Digital. Há quatro opções de qualidade: XP (8 Mbps), SP (4 Mbps) , LP (2 Mbps) e EP (0,8 a 1,2 Mbps), o que significa que um disco de 4,7 GB comporta entre 1h e 8h de vídeo. Podem ser usados discos DVD-R ou DVD-RW, mas não os DVD+R/RW.

Uma última observação: um gravador de DVD deste tipo pode ser muito útil para gravar programas da TV, mas não é a melhor solução se o seu objetivo é copiar DVDs (de filmes caseiros ou para fins de back-up, já que não incentivamos a pirataria) ou digitalizar sua coleção de fitas VHS. Em ambos os casos, um gravador de DVD para computador será bem mais eficiente e lhe dará muito mais flexibilidade.

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