Superzoom cada vez mais compacto - Yahoo! Tecnologia

NOTÍCIAS

Adicionar ao Meu Yahoo! RSS

Superzoom cada vez mais compacto

Sex, 18 Mai - 00h00

Por Julio Preuss

Ao tentar responder as freqüentes perguntas sobre que câmera comprar, costumamos indagar, antes de mais nada, se o interessado prefere um modelo que caiba no bolso ou um que tenha zoom poderoso – já que as duas qualidades nunca coexistiam. Até agora. Cada vez menores, as superzoom deixaram de ter, necessariamente, aspecto de câmera reflex e chegaram ao segmento das ultracompactas! Mérito das lentes asféricas!

Depois de clamar o título de menor câmera com lente de 28mm do mercado com a Lumix FX01 que experimentamos recentemente, a Panasonic partiu atrás do posto de menor zoom de 10X com a Lumiz TZ3, objeto desta avaliação. Em tempo: dentre as câmeras que já avaliamos aqui, a Kodak V610 perde por recorrer a duas lentes de 3X para emular o zoom de 10X e a Nikon Coolpix S4, por ser bem maior.

Para começar, ela tem lente Leica DC Vario-Elmar equivalente a 28-280mm (além de tudo é grande-angular), com abertura máxima de F/3,3-4,9 e estabilizador de imagem Mega OIS. Apesar de a abertura ter diminuído um pouco em relação à antecessora TZ1, que começava em F/2,8 (mas equivalia a uma menos versátil 35-350mm), começou bem. E ainda ganhou uma cobertura automática, bem melhor que a tampa da TZ1.

O corpinho metálico com 10,5 x 5,9 x 3,7 mm e 232 gramas, disponível nas cores azul, prata e preta, o espaçoso LCD de 3 polegadas, os mais que suficientes 7,2 megapixels e a etiqueta de preço de US$ 350 lá fora, ou R$ 2 mil, nas grandes lojas virtuais aqui do Brasil, ajudam a completar o pacote, que imediatamente fez da TZ3 o sonho de consumo de entusiastas interessados em uma câmera compacta relativamente completa.

Boa variedade de modos de cena e proporções

A Lumix TZ3 usa as mesmas baterias de Li-Ion proprietárias com 3,7V e 1000mAh de outros modelos da Panasonic e consegue arrancar delas energia suficiente para umas 250 fotos. Usa cartões de memória SD, inclusive os de alta capacidade, ou MMC, mas não vem com nenhum – apenas os irrisórios 12,7 MB de memória interna. Na qualidade máxima, isso dá para cerca de seis fotos! Filmar, nem pensar.

Por falar nisso, a câmera grava vídeos em três formatos: VGA (640x480), “meio-VGA” (320x240) e o interessante 848x480, de proporções 16:9 (widescreen), ideal para uso em DVDs. Todos podem ser filmados em 10 ou 30 quadros por segundo e têm a duração limitada apenas pela capacidade do cartão de memória (um de 1 GB comporta pouco mais de 10 minutos em VGA). Pena que o zoom não funcione durante a filmagem.

A opção de captura em widescreen também está presente no modo de fotografia, com três opções de resolução no aspecto 3:2 (das câmeras tradicionais) e três, no 16:9 (dos filmes). Para imagens estáticas, no entanto, continuamos achando melhor fotografar na resolução máxima do sensor e aplicar o corte panorâmico depois, se for o caso. Nada de jogar pixels fora ainda na câmera.

A TZ3 carece de ajustes manuais de foco, abertura e velocidade, mas para quem gosta de configurações pré-definidas, oferece mais de 20 “scene modes”, incluindo dois para bebês, um para animais de estimação e um para comida. As cores ainda podem ser ajustadas para “vívidas”, “frias”, “quentes” ou “naturais” e o balanço de branco pode ser personalizado. Também tem três modos de disparo contínuo (até 3 fotos por segundo) e contagem regressiva de 2 e 10 segundos.

Fotos que parecem impossíveis são mesmo

No mundo real, infelizmente, as limitações da câmera nos acordam do sonho. Não que seja um produto ruim, mas a tecnologia ainda não permite que uma superzoom deste tamanho tenha o mesmo desempenho em baixa luminosidade que uma reflex digital com uma lente que, sozinha, custa o dobro do preço da TZ3. O zoom de 10X é um diferencial em relação à concorrência, mas não dá para contar com ele sempre.

Em fotos ao ar livre, em dias claros, a tele equivalente a 280mm ajuda bastante. Dentro de casa, porém, é melhor esquecer que ela existe e usar apenas o extremo “wide” do zoom, no qual a lente é naturalmente mais clara e tremidas são perdoáveis. Mesmo assim, sem se deixar enganar pelo excelente visor de LCD, cujo ganho de luminosidade nos leva a crer que dá capturar uma cena quando, na verdade, a foto sairá escura.

A TZ3 até consegue fotografar com pouca luz quando configurada para um ISO alto (ela chega a 1250, além de um modo de alta sensibilidade que iria até ISO 3200, mas é virtualmente inútil) ou colocada no modo “intelligent ISO”, que eleva a sensibilidade quando detecta movimento, a fim de aumentar também a velocidade de captura e diminuir a suscetibilidade às tremidas.

O problema, em ambos os casos, é que para combater o ruído presente em fotos com ISO elevado, a câmera emprega algoritmos de redução que comprometem seriamente o contraste e a definição das fotos. As que tiramos com pouca luz chegaram a ficar com aspecto de desenhos, de tanto detalhe que perderam. Não é um defeito da TZ3, já que as concorrentes também não fotografam direito nessas condições, mas a Panasonic novamente decepciona por dar a falsa sensação de que seria possível.

Copyright © 2008 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade | Termos de Serviço | Central de Segurança | Ajuda