Sex, 17 Nov, 15h53

Uma lição no café da manhã

Por Bob Wollheim, WNews

Os gringos – pode falar o que quiser – sabem ir ao cerne da questão rápido, direto, sem voltas e sem medos. Se você souber ouvir, isso é ótimo! Outro dia meu sócio e eu fomos tomar um café da manhã com o Steve Spinelli, da Babson, que estava por aqui e vimos um exemplo disso.

Vão ao ponto e o não têm medo – como muitos de nós – de dizer coisas como “hum, that concerns me a lot...” ou “I don’t really like that...”, quando ouvem estratégias ou pontos que não julgam corretos, e explicam por quê. Usam menos “eu acho” e mais argumentos e razões concretas.

Mas o mais interessante mesmo é que eles têm uma cabeça mais racional, fazem poucas e boas perguntas e conseguem matar as questão de uma forma lógica e completa num simples café da manhã. São menos emocionais do que nós e separam bem o negócio das pessoas e, como disse acima e em texto recente aqui, se soubermos ouvir, é simplesmente ótimo.

O ato de empreender é uma coisa amalucada, solitária e um tanto quanto esquizofrênica... e buscar parâmetros para as nossas loucuras não é tarefa simples. Sabemos que precisamos nos preparar mais, sabemos que os desafios são imensos... mas ao mesmo tempo temos um grau de auto-confiança tão elevado, que nos abrimos muito pouco para as dúvidas e acabamos por buscar muito pouca ajuda.

Um café da manhã com um Gringo de vez em quando pode ser uma enorme ajuda. Ouvir um discurso racional, que olha seus números, que coloca as coisas de forma aberta, que deixa a emoção e a paixão um pouco de lado, que deixa os valores subjetivos com seu devido peso, que fala de modelos de negócios, de projetos e que pensa grande é uma lição e tanto e, quando esse trem passa na minha frente, eu pulo nele!

Thanks Steve!

Fonte: Empresa Brasil


 

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