Sex, 20 Out, 15h15

Canon Elph: dez anos de um conceito vencedor

Por Julio Preuss, WNews

“Quando você dá a alguém um pedaço de papel e pede que desenhem uma câmera, as pessoas fazem um retângulo e um círculo. Esta é a mais simples, mais icônica imagem de uma câmera que existe em nossa mente.” Dito assim, parece óbvio, mas foi esta sacada do designer japonês Yasushi Shiotani que deu origem a uma das mais características e bem sucedidas linhas de câmeras da história recente: a Canon Elph.

Conhecida na Europa como Ixus e, no Japão, como Ixi, esta família de máquinas ultracompactas acaba de completar dez anos sem dar sinais de que esteja perdendo o ar de objeto de desejo. Entre a Elph original, de maio de 1996, e a SD900, anunciada agora, em setembro, já passaram pelas prateleiras das lojas nada menos que 33 milhões de câmeras em 44 versões diferentes do conceito “caixa e círculo”, sendo 22 milhões delas de algum dos 27 modelos digitais.

Criada para tirar vantagem do tamanho reduzido do cartucho de filme APS, a linha Elph sempre surpreendeu pela “portabilidade”. Em 2000, veio ao mundo a primeira versão digital, a S100, então a mais compacta câmera de 2 megapixels do mundo. Dois anos depois, a Elph Z3 seria o último modelo de filme, completando um ciclo de 17 câmeras. No ano seguinte, a digital SD100 foi a primeira a adotar o padrão de cartões SD em lugar dos CompactFlash, o que permitiu reduzir ainda mais as dimensões das Elph.

Do aço ao titânio

Nos modelos mais recentes, anunciados na Photokina deste ano, o destaque fica por conta da lente zoom grande-angular com estabilizador de imagem da SD800 IS, dos dez megapixels e corpo de titânio da SD900 e do formato ainda menor da SD40, também vestida de titânio. Todas capazes de atingir ISO 1600, uma sensibilidade luminosa excelente para esta categoria de câmera.

O uso do titânio em duas das novas câmeras também é parte da filosofia de Shiotani. Lá em 1996, quando todas as câmeras high-end eram feitas de alumínio, o japonês deu trabalho às fábricas da Canon por ter especificado a Elph em aço inoxidável. Valeu a pena – o brilho do material, apesar de ficar sujo de marcas de dedos com facilidade, era parte do fator “cool” da câmera.

Já na era digital, a Canon novamente experimentaria com materiais inovadores com o modelo S400, revestido com o chamado “cerabrite” - um composto cerâmico com brilho metálico, mas imune às marcas de dedos. Pena que arranhava com mais facilidade do que as câmeras de ligas metálicas. Agora, parece que a nova onda é o super-leve e ultra-resistente titânio.

Como ex-proprietário de uma S400 e uma S500 já avaliada aqui, espero muito desta nova geração. Se algum problema comprometia aqueles modelos, era a qualidade das fotos em pouca luz. Com ISO 1600 e, no caso da SD800 IS, estabilizador de imagem, as novas Elph têm tudo para repetir o sucesso dos modelos mais célebres da família. Já encomendei a minha... assim que chegar eu compartilho minhas impressões com vocês lá no Ponto de Teste!


 

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