A IDC registra um aumento de 47% nas vendas de notebooks no Brasil em 2005, com relação aos resultados do período anterior. Isso significa que, apenas no ano passado, foram comercializadas 275 mil máquinas.
Na visão do analista do instituto, Denis Gaia, o avanço no segmento está relacionado com a demanda dos clientes pela atualização da base instalada, assim como com a MP (Medida Provisória) do Bem, instituída em outubro do ano passado. "Além disso, projetos grandes contribuíram com o aquecimento do mercado, entre eles o da Receita Federal, que adquiriu 2,5 mil máquinas para automatizar as operações", comenta o especialista.
Por sua vez, a MP do Bem permitiu aos fabricantes reduzir os custos de notebooks com preço de até R$ 3 mil, por meio da isenção do pagamento de PIS e Cofins. Com isso, os equipamentos se tornaram acessíveis a públicos com menor poder aquisitivo.
Outro fator que colaborou com o panorama favorável foi a redução dos preços nas telas de cristal líquido (LCD), responsáveis por cerca de 1/3 dos custos envolvidos no desenvolvimento dos portáteis. "No ano passado, muitas companhias passaram a fabricar os produtos localmente, o que gerou um equilíbrio entre a oferta e a demanda no país", comenta Gaia.
O analista prevê um crescimento acima de 10% para o segmento neste ano, porém não aposta em uma expansão maior do que a observada em 2005. "Devido aos preços menores, os desktops ainda são a preferência do consumidor brasileiro", justifica Gaia.
Christina Queiroz é repórter da CRN Brasil.