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Atribuir valor à marca ou ao produto?
Seg, 5 Dez - 13h26
Por Emanoel de Melo de Castro
iMasters

Qual a diferença entre uma marca e um produto? O que é mais fácil de assimilar?

Podemos observar em vários locais da nossa cidade, em várias empresas, em vários ramos da sociedade, um imenso pleonasmo. Já observou que alguma vez na vida falamos: Vou subir pra cima! Não é engraçado?

Muitas vezes queremos reforçar uma idéia e acabamos por enfraquecer a mesma, fazendo uma afirmação, ou negação, em que não é preciso ser enfatizada.

Quando olhamos para uma placa de uma empresa de vidros que nos diz: Vidraçaria XYZ Vidros, com o nome VIDRAÇARIA bem destacado em relação a XYZ Vidros, ocorre um erro de "branding".

Porque isso? Muitas vezes o desespero para vender o PRODUTO fomenta mostrar ao máximo o que é vendido. Mas observando com mais detalhes, quando se é pronunciado "XYZ Vidros" já está sendo colocando um pensamento implícito que esta mesma empresa citada trabalha com vidros! Ou será com parafusos? Com certeza não.

No exemplo citado anteriormente, nós reportamos a idéia de atribuir valor a um produto específico que é, no caso, o vidro. Precisamos fomentar não o valor em um produto, mas sim na MARCA! Por que? Pegando ainda o exemplo anterior, quando trazemos à memória uma empresa de vidros, normalmente, não lembramos naquele instante de alguma empresa que seja mais conhecida e idônea para as vendas deste produto, ou seja, na maioria das vezes, em lojas de pequeno porte, não se é pensado no poder e força que uma marca pode causar em determinadas pessoas. Ficamos com a mente vaga, sem atribuição deste produto-empresa.

Agora, quando falamos em supermecados, ou mesmo hipermercados, com certeza já imaginamos uma marca específica de cada empresa vendendo seus produtos! Sim ou não? Com certeza sim!

No supermercado já aconteceu algo interessante. Uma mãe pede para o filho pegar um pacote de BomBril na prateleira e o filho volta com um saco de esponjas de aço da Assolan, mas a mãe aceitou sem relutar ou mesmo chegar no seu subconciênte algo de diferente! Mas pare e pense um pouco. Você concorda que o PRODUTO se chama "esponja de aço" e a MARCA se chama "BomBril"! Logo, a mãe atribuiu a marca Bom Bril a qualquer produto esponja de aço que estivesse no mercado. A indagação que muitos me fizeram: "E porque isso aconteceu?".

A marca Bom Bril já foi sondada nas mentes das pessoas como uma marca forte, e que de tamanha força o produto ficou sinônimo da marca! Quando falamos em BomBril, associamos ao produto esponja de aço a marca BomBril, ou seja, é como se o produto estivesse revertido na marca!

Outro exemplo é quando falamos em cerveja. Quando ouvimos uma "a cerveja que desce redondo!" não tem como nos redirecionarmos a uma marca de cerveja muito conhecida. É provável que quase todos os brasileiros já associam este "slogan" a marca da requerida cerveja.

Mas o porque disso tudo então? Tudo isso é para dizer que sua marca precisa fazer parte da história, virar filosofia entre as demais da concorrência. Não vamos defender o produto, mas sim usá-lo da maneira certa para fazer da marca uma referência entre as outras!

Se pensarmos em "Jornal Nacional" logo nos reportamos à emissora da Rede Globo. Se falarmos em "Holywood" atribuiremos o valor na mesma hora a grandes filmes mundiais, e assim sucessivamente! Você terá muitas histórias para contar para seus filhos e netos!

Quando falamos da vidraçaria, observamos uma atribuição de valor no produto e não na marca da empresa. Precisamos sim usar o produto para elevar o nome da empresa, mas não o contrário! Podemos direcionar este pensamento perfeitamente à web!

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