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Tutorial: Como montar uma rede Wi-Fi

Sex, 25 Nov - 16h06

Configurar uma rede sem fio já foi um processo complicado, mas com os programas de instalação que acompanham pontos de acesso e adaptadores atuais ou o próprio assistente do Windows XP, virou quase uma brincadeira de criança.

Neste tutorial vamos simular a criação de uma rede praticamente a partir do zero, usando como exemplo dois dos produtos Linksys avaliados no Ponto de teste: o roteador para banda larga WRT54G e adaptador USB modelo WUSB54G, ambos do padrão 802.11g.

Nosso objetivo é permitir o compartilhamento do acesso à Internet entre computadores ligados fisicamente ao roteador e micros remotos – tanto desktops quanto notebooks – pela rede sem fio, bem como a troca de arquivos entre eles e eventualmente o compartilhamento de impressoras e outros equipamentos. Para tanto, partiremos de um computador rodando Windows XP com Service Pack 2 e conexão à Internet pelo Velox (serviço de banda larga da Telemar) já devidamente configurada e funcionando.

Comece pela instalação do access point

Figura 1
Figura 1
Figura 2
Figura 2

O primeiro passo é instalar o access point (Figura 1), que neste caso atua também como roteador. De acordo com as instruções da Linksys (Figura 2), executamos o assistente de instalação antes de conectar o aparelho, para que as configurações de acesso à Internet fossem identificadas e testadas. Caso estivéssemos montando um sistema “do zero”, possivelmente seria mais prático pular o assistente e fazer tudo manualmente. 

Figura 3
Figura 3

Em seguida, o Wizard apresenta um diagrama (Figura 3) mostrando onde deve ser plugado cada equipamento: o modem de banda larga na porta “Internet” do roteador e o computador em que ele estava conectado, em qualquer uma das quatro portas “LAN”. Na prática, estamos inserindo o roteador entre o modem e o computador, para que ele passe a gerenciar a conexão à Internet e, de quebra, toda a sua rede. Existem pontos de acesso que não atuam como roteadores e outros que assumem também a função do modem – verifique qual é o seu caso para não seguir as instruções erradas.

Figura 4
Figura 4

Depois de conectar tudo, é preciso ajustar sua conexão de rede para usar o modo DHCP e obter um endereço IP automaticamente (Figuras 4 e 5). Aqui pode haver alguma confusão em duas questões: primeiro, que fique claro que as propriedades a serem editadas são as do protocolo TCP/IP da placa de rede em que o roteador foi conectado – algumas pessoas ficam procurando o próprio roteador nas configurações do Windows e não encontram, enquanto outras poderiam mexer no protocolo de uma conexão discada, por exemplo.


Figura 5
Figura 5

A outra confusão se dá porque muitas vezes já está tudo configurado exatamente como o assistente manda, mas ele se recusa a prosseguir. Neste caso, é possível contornar o obstáculo mudando a configuração para as opções erradas, dando OK e depois colocando tudo de volta ao normal e clicando OK novamente, para que o assistente ache que você finalmente decidiu seguir as instruções.



Figura 6
Figura 6
Figura 7
Figura 7

O próximo passo (Figura 6) é configurar as informações de login do acesso PPPoE – o Velox, em nosso exemplo. Tanto o nome de usuário quanto a senha são o número do seu telefone, sem esquecer do código de área na frente. Já a senha de configuração do roteador (Figura 7) precisa ser escolhida por você. O padrão é “admin”, mas recomenda-se substituí-la imediatamente para dificultar invasões. 




Enfim, vamos à rede Wi-Fi

Na etapa seguinte, finalmente estaremos lidando com as características específicas de uma rede sem fio (até aqui estávamos apenas configurando um roteador de Internet). Se você comprar um access point mais simples, sem roteamento, o processo começará mais ou menos deste ponto. Por outro lado, se o seu equipamento funcionar também como modem de banda larga, será preciso ajustar ainda mais coisas.

Figura 8
Figura 8

Toda rede sem fio precisa de um SSID, uma identificação de até 32 caracteres que será usada em todos os dispositivos que participarem da rede (Figura 8). O padrão é “linksys”, mas você deve escolher o seu, tomando o cuidado de não esquecê-lo e de observar se usou caracteres maiúsculos ou minúsculos, pois o sistema percebe a diferença. Neste exemplo continuaremos usando “linksys” mesmo, para facilitar.

Além do SSID, você deve escolher o canal de operação (pois os aparelhos podem operar em diferentes faixas de freqüência), que também será o mesmo para toda a rede. Usaremos o canal 11 em nosso exemplo. A próxima opção é o tipo de rede: mista, apenas 802.11b ou apenas 802.11g. Esta última é a melhor para quem tem apenas dispositivos “G”, de 54 Mbps, e quer evitar que um eventual aparelho “B” derrube a velocidade da rede. Por fim, defina o nome do seu roteador: o padrão é WRT54G, mas acrescentamos um “J” no final para diferenciá-lo de um outro equipamento semelhante que estava em funcionamento no laboratório.

Última etapa

Figura 9
Figura 9

A última etapa (Figura 9) é a definição do mecanismo de segurança da rede, fundamental para evitar que um engraçadinho passe na rua com um laptop e resolva fazer uma bagunça na sua “casa” ou pegar emprestada sua conexão à Internet. Optamos pelo modo WAP-PSK (Pre-Shared Key), que usa uma chave de acesso combinada previamente entre os usuários da rede para criptografar e decodificar todos os dados transmitidos. Pronto! Nosso ponto de acesso está configurado (Figura 10)!

Figura 10
Figura 10

Se precisar alterar alguma configuração posteriormente ou quiser experimentar ajustes mais avançados, como o firewall de proteção, o filtro de sites impróprios ou o mapeamento de portas da rede, basta abrir uma janela do seu navegador e digitar o endereço IP do roteador, normalmente 192.168.1.1, para acessar a página de configuração do equipamento, acessível via Web por qualquer computador da rede. O nome de usuário fica em branco e a senha é a que você definiu em lugar do “admin” padrão. 



Equipamentos wireless

Para ter uma rede sem fio, no entanto, é naturalmente necessário ter um outro equipamento preparado para se conectar ao ponto de acesso que acabamos de preparar. Pode ser um computador com uma placa ou adaptador Wi-Fi, sendo que os mais comuns são os notebooks que já trazem Wi-Fi “de fábrica”, ou mesmo um produto mais exótico, como os centros de mídia sem fio que você conecta ao seu aparelho de som e TV e as câmeras de segurança que começam a pipocar por aí.

Figura 11
Figura 11

Neste tutorial usaremos um outro computador desktop e o adaptador USB. Esse tipo de adaptador é o mais prático que existe, pois não exige a abertura do computador como acontece com as placas Wi-Fi internas – basta instalar o software, também baseado em um assistente de configuração que infelizmente só tem suporte a inglês, francês e alemão (Figura 11) – e plugá-lo em um conector USB 2.0 quando indicado.



Figura 12
Figura 12

Figura 13
Figura 13
Depois da escolha do idioma e de uma tela de introdução (Figura 12), o assistente lhe permitirá escolher entre o modo “infra-estrutura”, que usa o ponto de acesso, ou “ad-hoc”, que conecta diretamente um dispositivo wireless a outro (Figura 13). Selecionamos “infra-estrutura” e, em seguida, fornecemos a identificação SSID já utilizada na configuração do roteador (“linksys”).

 

Segurança

O próximo passo (Figura 14) é selecionar o modo de segurança – PSK, em nosso exemplo. Depois, escolher o tipo de criptografia e fornecer a chave de acesso combinada anteriormente (Figura 15). A tela seguinte (Figura 16) resume tudo o que foi configurado e conclui a instalação do adaptador (Figura 17). Este processo deverá ser realizado em cada computador que for acessar a rede, exceto os que estiverem fisicamente ligados ao roteador/ponto de acesso.

Figura 14
Figura 15
Figura 16
Figura 17
Figura 14
Figura 15
Figura 16
Figura 17


Figura 18
Figura 18

Daí para frente, sempre que você precisar ajustar alguma coisa na rede sem fio deste micro bastará acessar o Wireless Monitor (Figura 18) pelo ícone correspondente na área de notificação da barra de tarefas. Nele também é possível pesquisar outras redes sem fio que possam existir na mesma área e criar perfis independentes para cada uma delas – útil se você levar seu computador para o trabalho ou para a casa de um amigo, por exemplo.

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